Introdução
Ele tinha mais 10 anos do que ela, era vivido, boémio e solteiro. Sempre fora rebelde. Foi a Guerra. Emigrou para a França. Veio a Portugal ao casamento do irmão, fico apaixonado por uma rapariga singela, filha única por ter perdido o irmão, depois de lhe pedir certa vez para ir buscar um figo á figueira, que tinha uma pernadas por cima do tanque, ele foi e caiu e…
Eles casaram. Foram viver para a França.
Ele estava zangado com Portugal que o obrigou a lutar contra gente boa de Angola. Ele foi, mas não lutou, não matou ninguém mas viu muitos amigos morrerem.
Ela nunca foi realmente perdoada pelos seus pais pois tinha “matado” o seu irmão mais velho.
O resultado foi um casamento atribulado. Ele foi um marido e pai ausente, boémio, nervoso, alcoólico e violento.
Ela foi uma vítima que tinha de dar conta da casa, dos filhos e das finanças.
Ele tornou-se patrão dele mesmo e falhou. Começou a beber mais, bater mais na mulher que sofreu ainda mais. Tentou pôr fim aos seus dias mas foi salva por sua filha.
Um dia, ela perguntou ao filho mais velho: “Por mim fico, mas tu, o que achas, ficamos ou fugimos para Portugal?”. Sua resposta transformou as suas vidas, a sua vida.

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