Já namorávamos, agora a nossa vida consistia em falar de longe ao telefone, pois a Cristina estava em Vale Judeu eu em Olhão e agora vou dizer uma daquelas frases que nunca pensamos que algum dia iremos proferir: " Nessa altura ainda não havia Internet nem sequer telemóvel para qualquer comum dos mortais!".
Como é possível? Não faço a menor ideia mas sei que esse tempo existiu mesmo. Eu falava do telefone das centrais da Telecom, Empresa em que trabalhava. As vezes em Albufeira, outras vezes no Ameixial ou mesmo até no Zambujal (esta foi só para que fosse de A a Z)!
Conversávamos longos minutos, sobre o quê? Sobre tudo e sobre nada, gostava de ouvir o seu tom de voz, lindo, calmo, seguro e talvez até sedutor!
Pois, não era fácil estar com ela e não poderia ir constantemente de carro para estar com ela, era muito longe, muito dispendioso...
Começamos a trabalhar juntos com os jovens da sua Igreja, a ajudar no princípio até que já fazíamos parte do núcleo que dirigia estes encontros. Foram tempos gostosos e cansativos, de muita aprendizagem, em que fomos tomando consciência do quanto precisávamos ainda aprender.
Os encontros ocorriam em Faro aos Sábados à tarde. Havia pessoas incansáveis que transportavam os jovens de bem longe para poderem estar connosco. Lembro-me de duas em especial, o meu sogro, o Ezequiel e o Senhor Bexiga, missionários sem título nem prestígio mas de grande coração, que vinham e iam incansavelmente, semana a semana! permitindo que toda uma geração tivesse acesso ao convívio e ao ensino da Palavra de Deus!
Acabo com uma frase que ouvi algures: "Éramos felizes e não sabíamos"

finalmente encontrei-te...
ResponderEliminarEu fui uma das pessoas que esteve muito perto do Sr. Bexiga. Aprendi tanto com ele naquela carrinha...
ResponderEliminarAquele tempo.... tão genuinas eram as coisas nos nossos corações!
Eheh! E mesmo!
ResponderEliminarO Sr. João Bexiga me acompanhava durante 10 anos com o seu acordeão nas evangelizações que fazíamos aos sábados nas prisões de Faro e Olhão.
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