sábado, 5 de abril de 2014

Antes de dizer sim

Casar era palavra proibida na minha mente devido a experiência dos meus pais. Eu pensava: "Porquê casar para ser infeliz e tornar infeliz a pessoa com que se vive?" mas como é evidente, depois de conhecer a Cristina, tudo mudou!
Tivemos o privilégio de namorar longe um do outro e de poder falar bastante ao telefone de tudo o que nos passava pela cabeça. Mais também também fomos aconselhados, e já depois de sermos oficialmente noivos, recebemos aconselhamento pré-matrimonial. Foram momentos preciosos em que um casal mais velho e responsável da nossa igreja local nos compartilhou a sua experiência e a vontade de Deus para o casal cristão. Falava-se de tudo sem preconceitos; da vida sexual, do relacionamento com os futuros sogros, da educação dos filhos... Contrariamente a muitos casais que conhecíamos, discutíamos bastante...realizávamos a nossa diferenças de opinião, de expectativas, de gostos até.

Foram quatro anos muito lindos mas também muito atribulados. Viagens constantes de Olhão para Vale Judeu, de Citroen Diane que acabei por trocar ( com a ajuda dos meu sogros) por um Renault 5, isto depois de não ter conseguido fazer uma subida bastante inclinada na companhia da minha querida sogra...
É incrível como os homens são nestas alturas. Parecia que não tinha limites, imaginava-nos com um futuro brilhante na frente, com muitos filhos (13, no meu caso! Que loucura!). Isto contrastava com os avisos dos nossos conselheiros que nos exortavam a ter cuidado com as expectativas e os sonhos! Ensinaram-nos a gerir o ordenado, a carreira e a vida na sociedade e até a rotina...Eu ouvia com atenção, mas não conseguia acreditar, de coração, em tudo o que me diziam. Seria possível haver tanta necessidade em vigiar sobre tantos aspectos das nossas vidas...Eu achava que o amor iria cobrir tudo isso. O amor e a fé em Jesus Cristo, genuína e viva supriria qualquer empecilho.
Após quatro anos de namoro, criei coragem e pedi a minha namorada em casamento. De repente, foi como se o céu se abatesse sobre a minha cabeça, porquê? Acho que foi o peso da responsabilidade misturada com uma repentina insegurança. Estávamos a aprender tanta coisa sobre a vida. Víamos tanta gente a falhar, gente má e boa, gente que não gostávamos e gente que admirávamos...
Novamente tive de lembrar que, como Cristão, deveria avançar com base na ajuda e no poder de Cristo e não com base nas minhas capacidades! mas vá dizer isso a um puto de vinte e tal anos...

2 comentários:

  1. Obrigado por este pouquinho de história. Eu estou prestes a dar o mesmo passo e cada conselho e exemplo de vida é bem-vindo.
    Abraço em Cristo

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  2. Parabens e muitas felicidades! Em Dezembro, se Deus permitir, faremos 20 anos de casados! Deus tem sido a nossa forca e sera a vossa, com certeza, tambem!

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