Passa-se a vida a dizer aos jovem para investirem no que é mais belo. Que sejam pessoas melhores. Nos círculos religiosos como é o meu, falava-se em ir para missões, levar o Evangelho pelo mundo ao que ainda não conhecem Jesus, servir aos que nada têm...
Pois...
O que mais me custou nesta altura, em que decidimos deixar a nossa estável situação, nossas queridas famílias e os nossos amigos foi descobrir que fora das quatro paredes da igreja muitas das mesmas pessoas que mantinham este discurso o invertiam automaticamente fora delas.
"Pensa bem!"
"Será que isso vem de Deus!"
"Olha que tens um bom emprego!"
"Também podes fazer missões na tua terra!"
...
Mas houve uma frase que me intrigou profundamente e que era mais ou menos assim:
"Ainda se fosses um Figo (penso que na altura era o Figo...) e fosses ganhar milhões mas agora sair daqui e nem sequer saber se vais ter emprego quando voltares!"
Os piores inimigos estão ao nosso lado, são-nos próximos, que o diga o próprio Jesus Cristo!
Felizmente, ainda hoje, não trocaria um minuto dessa altura da minha vida por toda a vida do Figo ou hoje em dia do Sr. Cristiano Ronaldo!
O que é certo é que foi uma das alturas em que perdi mais "amigos". Passamos a ser vistos como "estranhos fanáticos", isto dentro da própria igreja.
Impressionante é o facto de acharmos que isso aconteceu com Jesus mas connosco isso será diferente. As pessoas tendem a seguir exemplos de sucesso à imagem do que a maioria considera ser o sucesso e não segundo o que o próprio Jesus que afirmou que nem "covil" tinha onde reclinar a cabeça.
Será, incrivelmente, o nosso maior desafio; seguir Cristo e não os religiosos e a sua religião e todas as suas regras e regrinhas e utopias que nem eles são capazes de praticar.
A solidão "social" cedo veio. Felizmente, o amor da minha esposa, do meu filho e do próprio Deus compensavam largamente todos estes contratempos.
Sem comentários:
Enviar um comentário