O trabalho na Obra da Igreja estava chegando ao fim. Teria que começar a procurar outro trabalho. Facilmente o consegui nas obras no novo centro de Saúde. Como era novo e estudava na área da Construção, Foi-me dada a responsabilidade de acompanhar uma equipe de trabalho. Foi um tempo interessante. Mas o meu interesse estava mais voltado nas instalações e nas condições de trabalho dos empregados de origem africana do que no progressão da obra.
À noitinha, ia ter com eles. Eram momentos mágicos. Uma fogueira. Conversas e risos. Eles dormiam em contentores. Eu não tinha pena, só desfrutava. Percebi logo nessa altura que não tinha têmpera de líder.
Queria ouvi-los, percebê-los e compreendê-los.
Também percebi que a forma como a obra decorria não tinha jeito nenhum. Entendi que tinha de dar o salto. Nessa altura, um irmã da Igreja me fez um proposta de concorrer para uma grande Firma de telecomunicações da altura. Aceitei logo com muita excitação.
Tinha dezassete anos, força e vontade. Ela avisou-me que não iria ser um trabalho fácil. O trabalho consistia na reparação de cabos exteriores da rede telefónica em todo o Sotavento Algarvio. Trabalhava-se sempre ao ar livre, ao sol e a chuva mas o ordenado era muito bom. Era uma firma estatal, havia mais direitos que deveres. Deu para tirar logo a carta de condução e para comprar o meu primeiro carro; Um lindo e velho Citroen Diane Branco!! Eheh! Que aventuras eu vivi neste autêntico Jipe do pobre...

Há grande mano Cristovao, ainda me lembro bem do diane do meu pai :P tambem grandes aventuras se fez com aquele carro, capota aberta como os carros dos ricos de agora :) ehhe
ResponderEliminarum abraço
DL
É mesmo! E a Senhora que me arranjou o melhor emprego da minha vida foi a Senhora tua Mãe. Foi muito querida comigo durante os sete anos que lá trabalhei!
EliminarAbraço
Cris
Eheh por acaso desconfiei mas não quis arriscar dizer :)
ResponderEliminarTu mereces tudo de bom brou
um abraço
O meu pai também teve um ( era amarelo ). Mas já era velhinho e foi por pouco tempo, mas ainda fomos para a praia de Faro de capota aberta, umas quantas vezes!!
ResponderEliminarEra um espectáculo!
bjs.
Amarelo tipo Ferrari! Hihi! Ainda me lembro também do Fiat 127 do Jorge Pires! Era ganda bomba!
ResponderEliminarAbraço
Cris